quarta-feira, 14 de outubro de 2015

História dos Titãs

Compartilhe no WhatsApp No fim dos anos 70, em plena ditadura militar, um colégio em São Paulo se tornou um dos poucos pontos de resistência cultural. No palco do Equipe se apresentavam artistas de peso da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clementina de Jesus e Cartola. Com essa efervescência, foi natural que os jovens com interesses artísticos acabassem se aproximando e criando espaços próprios. O evento "A Idade da Pedra Jovem", promovido por essa turma em 1981, marcou a estréia de Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto num mesmo palco. Juntos, eles formavam o grupo Titãs do Iê-Iê, uma brincadeira para descontrair uma programação apresentada por gente com mais experiência do que aqueles meninos. O que era para ser apenas diversão começou a ser encarado mais seriamente no ano seguinte. A estréia oficial dos Titãs do Iê-Iê, devidamente ensaiados e com repertório próprio, aconteceria no dia 15 de outubro de 1982, no Sesc Pompéia. A essa altura, Branco Mello já havia se integrado ao grupo e André Jung, assumido a bateria, instrumento que Nando Reis tocara na "Idade da Pedra Jovem" por pura falta de opção. Com nove músicos no palco, entre eles seis vocalistas, a banda chamava a atenção. As canções eram criativas (misturavam influências que iam da MPB ao rock, passando pelo samba, reggae e new wave) e o visual, extravagante (com direito a roupas com cores fortes, maquiagens e penteados originais). Durante dois anos, os Titãs do Iê-Iê percorreram o circuito underground paulista, se apresentando em lugares tão ecléticos quanto o som que mostravam no palco. Não demorou muito para que a performance do noneto despertasse a atenção de uma gravadora. Mas antes da assinatura do contrato com a WEA, ocorreram duas mudanças: Ciro Pessoa se desligou da banda e o Iê-Iê (que sempre era confundido com Iê-Iê-Iê) foi descartado do nome do grupo. O primeiro álbum, "Titãs", foi lançado em agosto de 1984 e trazia "Sonífera Ilha", um verdadeiro fenômeno radiofônico. Uma das músicas mais executadas naquele ano, a faixa levou os Titãs a fazerem sucesso em outros estados do Brasil, além de ter ajudado a banda a realizar um sonho antigo: aparecer na TV, em programas consagrados apresentados por Chacrinha, Bolinha e Raul Gil. O grupo começou 1985 com um novo baterista. Charles Gavin assumiu as baquetas no lugar de André Jung. Com a nova formação, os Titãs entraram em estúdio para gravar seu segundo LP. "Televisão", produzido por Lulu Santos, chegou às lojas em junho daquele ano e emplacou os hits "Insensível" e "Televisão". Como aconteceu no primeiro disco, as vendas foram modestas, mas isso não seria a pior lembrança que a banda guardaria deste período. No dia 13 de novembro, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos com heroína. Arnaldo passou 26 dias na prisão e ambos foram condenados. O cantor por tráfico (por ter passado heroína para o guitarrista), e Bellotto, por porte de droga. Sem antecedentes criminais e trabalho declarado, cumpriram a pena em liberdade. Os Titãs deram a volta por cima no disco seguinte. "Cabeça Dinossauro", lançado em junho de 1986, foi um soco no estômago da hipocrisia com suas letras contundentes. O álbum, que marcava a estréia da parceria com o produtor Liminha, pela primeira vez traduzia no vinil a pegada que a banda tinha ao vivo. Os Titãs puderam sentir a força do LP já no show de estréia no Projeto SP, quando o público cantou todas as músicas, numa época em que as rádios ainda se recusavam a tocar o repertório ousado do disco. O álbum já tinha garantido o primeiro disco de ouro dos Titãs, quando as emissoras se renderam. Além de "Aa Uu", "O Quê", "Homem Primata", "Família" e "Polícia", algumas rádios se davam ao luxo de pagar multa para tocar "Bichos Escrotos", que tinha a radiodifusão proibida pela censura. "Cabeça Dinossauro" bateu a marca das 300 mil cópias vendidas e caiu nas graças da crítica. O disco ficou no topo das principais listas dos melhores daquele ano e até hoje é apontado com um dos mais importantes da história do rock brasileiro. Em novembro de 1987, "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" saía do forno superando todas as expectativas. De um lado do disco, a continuação do rock pesado do "Cabeça", em músicas como "Lugar Nenhum", "Desordem" e "Nome aos Bois". Do outro, mais inovação: o sampler, uma novidade naqueles tempos, dava um tom eletrônico a "Todo Mundo Quer Amor", "Comida" e "Corações e Mentes". A banda ousou novamente ao decidir fazer o show de lançamento do novo álbum em pleno Hollywood Rock de 1988. Valeu a pena correr o risco. A apresentação dos Titãs foi eleita pela crítica especializada a melhor de todo o festival, superando Simple Minds, UB40, Pretender, Simply Red e outros medalhões estrangeiros. Com o Brasil aos seus pés, o grupo partiu para a estréia internacional. Os Titãs foram os primeiros artistas do país a se apresentarem na Noite de Rock do badalado Festival de Jazz de Montreux. Do show, no dia 8 de julho de 1988, eles trouxeram o LP "Go Back", o primeiro ao vivo da carreira da banda. De volta ao Brasil, a banda viveu uma fase áurea, com shows superlotados e o quinto álbum – que misturava canções dos primeiros LPs a sucessos do "Cabeça e do "Jesus" – nas listas dos mais vendidos. "Marvin", originalmente gravada no primeiro disco, virou um sucesso avassalador nas rádios no fim de 88 e em todo o ano de 89. Em outubro de 1989, os Titãs lançaram seu disco mais sofisticado até então. "Õ Blesq Blom" reunia a simplicidade dos repentistas Mauro e Quitéria, descobertos pelo grupo na Praia da Boa Viagem, à modernidade das parafernálias eletrônicas de estúdio. Foi da dupla nordestina que os Titãs tiraram o nome do LP que transformou em hits "Flores", "Miséria" e "O Pulso". Com o clipe de "Flores", a banda ganhou ainda um prêmio inédito no país: o MTV Video Music Awards, quando a emissora ainda não tinha sua filial brasileira. Depois de um disco tão elaborado, os Titãs começaram a sentir falta do bom e velho rock’n’roll. E o disco "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora", que chegou às lojas em setembro de 1991, serviu para matar essa saudade. A banda levou ao extremo a volta ao estilo roqueiro: alugou uma casa para as gravações e decidiu se auto-produzir, interrompendo a parceria com Liminha. Com músicas com letras polêmicas – algumas escatológicas – e guitarras distorcidas, o disco mudou a cara dos Titãs. "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" garantiu para a banda mais um Video Music Awards da MTV, que tinha chegado ao Brasil em outubro de 1990. Os Titãs não abandonaram o rock pesado no trabalho seguinte. "Titanomaquia", primeiro álbum da banda sem Arnaldo Antunes – que deixou o grupo para se dedicar à carreira solo –, teve como ingrediente a mais a produção de Jack Endino, responsável por discos da turma grunge, como Nirvana, Mudhoney e Tad. Jack foi importado de Seattle exclusivamente para ajudar os Titãs a darem um acabamento melhor ao som agressivo que queriam fazer naquela fase. O oitavo álbum da banda, lançado em julho de 1993, emplacou "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" e "Nem Sempre Se Pode Ser Deus". No segundo semestre de 1994, ao fim da turnê de "Titanomaquia", os Titãs decidiram pela primeira vez tirar um ano de férias para que cada um pudesse tocar seus projetos paralelos. Paulo Miklos e Nando Reis lançaram discos solos, Tony Bellotto escreveu seu primeiro livro, Marcelo Fromer produziu outros músicos e Charles Gavin passou um período em Londres fazendo curso de produção. Os Titãs, porém, não ficaram muito tempo longe um do outro. Nessa época eles fundaram, em parceria com a WEA, o selo Banguela, responsável pelo lançamento de bandas como Raimundos, mundolivre s/a e Maskavo Roots, entre outras. Sérgio Britto e Branco Mello, além de donos, viraram artistas do selo. Eles montaram, com a baterista Roberta Parisi, a banda Kleiderman e gravaram o CD "Con el Mundo a Mis Pies". A folga acabou em 95, com o lançamento do álbum. "Domingo". O segundo trabalho do grupo com Jack Endino, veio bem mais pop do que os dois trabalhos anteriores e contou com participações especiais de Herbert Vianna, João Barone, Andreas Kisser e Igor Cavalera. "Domingo" foi disco de ouro e emplacou nas rádios a faixa-título e "Eu Não Agüento", da Banda Tiroteio, a primeira canção gravada pelos Titãs que não foi composta por um dos músicos do grupo. Na comemoração dos 15 anos de carreira da banda, os Titãs lançaram mais um disco histórico. O "Acústico MTV", gravado em março de 1997 no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, vendeu mais de 1,7 milhão de cópias, batendo todos os recordes do formato. Além de músicas antigas que ganharam arranjos novos, o CD trazia as inéditas "Os Cegos do Castelo", "Nem 5 Minutos Guardados", "A Melhor Forma" e "Não Vou Lutar". O "Acústico" contou com participações especiais de Rita Lee ("Televisão"), Marisa Monte ("Flores"), Jimmy Cliff ("Querem Meu Sangue"), Fito Paez ("Go Back"), Marina Lima ("Cabeça Dinossauro") e Arnaldo Antunes ("O Pulso"). "Pra Dizer Adeus", originalmente gravada em "Televisão", se tornou um sucesso instantâneo e um das músicas mais executadas em rádio naquele ano. Depois de fazerem mais de 300 shows pelo Brasil acompanhados de orquestra, os Titãs decidiram repetir a dose no álbum seguinte. "Volume 2", lançado em outubro de 1998, trazia mais músicas antigas com arranjos acústicos, mas também outras novidades. Além da música de trabalho "É Preciso Saber Viver", uma regravação de Roberto Carlos, o álbum tinha seis canções inéditas. O "Volume Dois" não foi uma continuação do "Acústico" apenas no estilo: o sucesso se repetiu, com mais de 600 mil copias vendidas. No ano seguinte, os Titãs decidiram homenagear alguns de seus artistas preferidos. Roberto Carlos, Ultraje a Rigor e Tim Maia, entre outros, foram lembrados no CD "As Dez Mais". A versão de "Pelados em Santos", dos Mamonas Assassinas, foi criticada por alguns, mas muito executada nas rádios. "Aluga-se", de Raul Seixas, não só fez sucesso, como foi incorporada ao repertório dos shows da banda. Em 2000, os Titãs fizeram uma nova parada para investir em suas carreiras solos. Nando Reis lançou o seu segundo disco, "Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro", e Sérgio Britto gravou o álbum "A Minha Cara". Branco Mello encabeçou a banda S. Futurismo, com a qual se apresentou na Tenda Brasil do Rock in Rio 3. Nando Reis também se apresentou neste palco. No ano seguinte, foi a vez de Paulo Miklos preparar seu segundo CD, "Vou Ser Feliz e Já Volto". Em 2001, os Titãs sofrem um golpe duro. Em 11 de junho, um dia antes de a banda entrar em estúdio para gravar o 13† álbum da carreira, o guitarrista Marcelo Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dois dias depois. Gravar o disco passou a ser um desafio que os Titãs encararam em homenagem a Marcelo e à própria história do grupo que ele ajudou a fundar. "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana", o primeiro álbum só de inéditas depois de quatro anos, chegou às lojas em outubro em clima de grande expectativa. Com a veia rock'n'roll mais uma vez ativada, o grupo estreou em uma gravadora nova, a Abril Music. O CD conquistou crítica, público e transformou a canção "Epitáfio" num grande sucesso no rádio e na TV. Nos quase dois anos que durou a turnê de "A melhor banda", os Titãs voltaram a mostrar que sua força estava na estrada: a banda fez um total de 180 shows, percorrendo cada canto do país. Justamente no meio da turnê, em setembro de 2002, Nando Reis resolveu deixar o grupo. Para o seu lugar, foi convocado para tocar nos shows e nas gravações Lee Marcucci, um dos melhores baixistas do Brasil, que já tinha acompanhado Rita Lee e outros craques da música brasileira. Lee se integraria ao grupo e a Emerson Villani, guitarrista que desde a morte de Fromer também participava das turnês e das gravações dos Titãs. Para completar 2002, em que a banda festejava seus 20 anos, entrou no ar o novo site da banda (titas.net), em que a marca registrada é a permanente interatividade entre os fãs e os cinco integrantes do grupo, e chegou às livrarias a biografia "A vida até parece uma festa - Toda a história dos Titãs". Em novembro de 2003, os Titãs lançam seu 14` CD, "Como estão vocês?", que traz de volta uma dobradinha que deu certo: Liminha assina a produção. Com um som bem rock`n roll, que consagrou o grupo, os Titãs emplacam de cara nas rádios "Eu não sou um bom lugar" e tem "Enquanto houver sol" incluída na trilha sonora da novela "Celebridade". O fim do ano ainda traz um mimo: É lançado o songbook "Titãs - Todas as canções", reunindo a obra completa da banda, cifradas e com fotos inéditas, numa obra luxuosa e inigualável no Brasil, coroando os 21 anos de carreira da banda. Texto: Hérica Marmo e Luiz André Alzer  







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sábado, 8 de novembro de 2014

Blitz

Compartilhe no WhatsApp 30 anos
Interna
No repertório sucessos eternos como Weekend, Você Não Soube Me Amar, Beth Frígida, Geme Geme e Dois Passos do Paraíso. Composta por Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andrea Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal) e antenados com a modernidade, o caldeirão Blitz continua fervendo com o rock, o pop, o reggae, o samba, o blues e as letras que retratam com humor as crônicas do cotidiano. SERVIÇO:
Teatro Bradesco São Paulo
Bourbon Shopping – Rua Turiassú, 2100 – São Paulo/SP
Dia 15 de Novembro às 21:30hs.
Ingressos: www.ingresso.com ou pelo telefone 40031212




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domingo, 19 de outubro de 2014

Roupa Nova

Teatro Bradesco: 30 e 31/10

Interna

Com mais de 30 anos de carreira, dezenas de sucessos lançados, uma agenda de shows lotada por todo o Brasil o ROUPA NOVA se apresenta em grande estilo.

Formada por Cleberson Horsth, Paulinho, Ricardo Feghali, Nando, Sérginho Herval e Kiko o ROUPA NOVA já lançou 22 CDs e 05 DVDs, alcançando a marca de mais de cinco milhões de produtos vendidos. O grupo conta com dezenas de músicas em trilhas de novelas e entre as de maior sucesso estão: Dona (Roque Santeiro), Coração Pirata (Rainha da Sucata), Começo, meio e fim (Felicidade) e Whisky a Go Go (Um sonho à mais). E o público ainda pode esperar novas canções nesse show.

Todos os sorteados vão ganhar um livro autografado pelo Roupa Nova e acesso ao camarim para conhecer a banda

Serviço:
Teatro Bradesco
Rua Turiassú, 2100 / 3º piso – Bourbon Shopping
Dias 30 e 31 de Outubro às 21h30
Informações e vendas ingressorapido.com.br Ajude-nos a manter nosso site

domingo, 28 de setembro de 2014

Peppino di Capri

 

No Hsbc Brasil

Interna

Peppino di Capri, nascido Giuseppe Faiella, é uma autêntica estrela da música italiana. Começou a ter destaque nos anos 60 com interpretações de clássicos napolitanos em versões modernas, como “I Te Vurria Vasa”, “Voce e Notte” e “Luna Caprese”, além dos sucessos “Roberta” e “Champagne”, clássicos até hoje.
Poucos artistas conseguiram conciliar a tradição  da música napolitana com a modernidade do rock´n´roll e do twist (os inesquecíveis tempos de St Tropez,na França  símbolo de uma época, eternizados pelo hit “Let’s Twist Again”, de Chubby Checker) e ainda ter suas músicas cantadas e aplaudidas em todo o mundo.

Peppino Di Capri foi o único intérprete italiano a  subir no mesmo palco que os Beatles, por ocasião de três concertos lendários qure o grupo realizou  em Milão, Gênova e Roma (1968). A Peppino, um dos únicos representantes do rock´n´roll italiano, cabia, na época, a honra de abrir os concertos dos quatro rapazes de Liverpool (John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr) .
São 56 anos de carreira, de sucesso e de tradição da música italiana. Atualmente, Peppino Di Capri, faz diversas apresentações pelo mundo interpretando seu repertório dos anos 60 e 70.

SERVIÇO:
Local: HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
25 de Outubro às 22h00
Informações e Vendas: www.hsbcbrasil.com.br / www.ingressorapido.com.br

 

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Palavra Cantada

 

No Hsbc Brasil

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Para comemorar seus 20 anos de carreira, a dupla sobe ao palco percorre sua trajetória apresentando as principais canções produzidas ao longo dessas duas décadas, como os hits “Sopa”, “Bolacha de Água e Sal” e “Vem Dançar com a Gente”, além de músicas inéditas.

A turnê marca também o lançamento da coletânea “Palavra Cantada Para Ficar com Você” e um Box de DVDs, com embalagem produzida especialmente para a comemoração, que contém cinco dos principais trabalhos da dupla em DVD (“Canções do Brasil”, “Pé com Pé”, “Vem Dançar com a Gente”, “Brincadeiras Musicais” e o mais recente lançamento, “Pauleco e Sandreca”).

Sandra Peres (voz e piano) e Paulo Tatit (voz, violão e baixo) envolvem os fãs em uma grande festa com muita dança e interação. No palco, ao seu lado, estão os músicos e brincantes Daniel Ayres (baixo e percussão), Julia Pittier (voz e percussão), Michele Abu (bateria) e Wem (guitarra). Paulo Tatit avisa que, além das músicas que já conquistaram os fãs, a dupla levará novidades ao palco: “Vamos apresentar o Pauleco e a Sandreca, que são bonecos manipulados de 80 cm de altura, que participarão de uma cena muito divertida, cantando junto com a gente.” E Sandra complementa: “Tocaremos um instrumento novo chamado Boom Wacker, formado por vários tubos de diferentes tamanhos, que tem um som muito legal. Ele será incorporado em uma música nova, chamada “Coloridos”.

SERVIÇO:
Local: HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
12 de Outubro às 18h
Informações e Vendas: www.hsbcbrasil.com.br / www.ingressorapido.com.br

domingo, 14 de setembro de 2014

Michael Bublé

 

Retornando ao Brasil com sua nova turnê mundial, “To Be Loved”

Interna

 

Com quatro Grammys e dez Juno Awards na bagagem, o cantor canadense Michael Bublé chega ao Brasil em setembro com sua nova turnê mundial,  “To Be Loved”. O show do oitavo álbum de estúdio passará pelo Rio de Janeiro, no dia 17 de setembro, na HSBC Arena, e por São Paulo, no dia 19, no Ginásio do Ibirapuera. Bublé retorna ao país após shows esgotados em 2012.
O repertório do show reúne os principais singles do novo álbum do cantor – “It’s A Beautiful Day”, “Close Your Eyes” e “To Love Somebody”, além dos principais hits de sua carreira, como “Haven’t Met You Yet”, “Everything” e o clássico “Home”, que fez parte da trilha sonora da novela América, em 2005. No setlist, ainda podem ser esperados covers de músicas consagradas como “Feeling Good”, de Leslie Bricusse & Anthony Newley, “Cry Me a River”, de Julie London, e “Get Lucky”, da dupla Daft Punk.

“To Be Loved”, trabalho que dá nome à turnê, foi lançado em 2013 e já recebeu Disco de Ouro nos Estados Unidos, Disco de Dupla Platina no Canadá e Disco de Platina no Reino Unido, Nova Zelândia, Alemanha, Hungria e Austrália. O sucesso do álbum “To Be Loved” foi instantâneo e hoje já bateu a marca de mais de três milhões de cópias vendidas pelo mundo.
Uma unanimidade nos vários estilos que domina – do jazz ao pop, dos grandes standards à música romântica e ao soul – Bublé já vendeu mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo, tendo lançado o primeiro projeto, um álbum homônimo, em 2003. Buscando sempre se aprimorar, Bublé garante que seu último trabalho é o melhor de sua carreira: “Acho esse o melhor álbum que eu já fiz… Eu sei que todos os artistas no mundo dizem isso quando um novo álbum está por vir, mas realmente, dessa vez é verdade. Eu juro.”

Serviço:
Ginásio do Ibirapuera
Rua Manoel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera
Data(s): 19, 20 e 21 de setembro de 2014
Horário(s): Sexta às 22h, sábado e domingo às 21h30

sábado, 30 de agosto de 2014

Woody Allen para quem não conhece

woody

Allen é um dos maiores diretores do cinema americano. O diretor sempre consegue introduzir a sua personalidade em seus roteiros, criando quase sempre personagens que remetam a si próprio. O cineasta costuma ser lembrado pelo seu bom humor e sua personalidade depressiva, além das sacadas geniais nos diálogos dos seus filmes.

Aproveitando que o diretor completará 78 anos de idade no domingo, 1 de dezembro, oCinema de Buteco se reuniu para selecionar 10 filmes para recomendarmos para quem ainda não conhece muito do trabalho do magrelo de óculos mais querido do cinema. Estão preparados? Lá vai:


1 – A Rosa Púrpura do Cairo

The Purple Rose of Cairo3

Em A Rosa Púrpura do Cairo, Woody Allen conseguiu tanto demonstrar (mais uma vez) seu amor pela sétima arte quanto explorar suas reminiscências de infância como espectador “fugindo” para a tela, através de um argumento insólito e fantástico que somente o próprio cinema poderia viabilizar. O cineasta aborda o ritual cinematográfico como uma relação profunda entre o espectador e o que se passa na tela, supondo uma ilusória e lúdica interatividade com o discurso narrativo, num filme engraçado e tocante.

Ana Andrade


2 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Woody Allen demonstrou ser um cara legal e ao mesmo tempo, ácido. O diretor acaba nos apresentando ao lado B dos relacionamentos. São poucos que tocam nesse assunto de forma tão humana ao apresentar as neuroses que até parecem esquisitas na tela, mas elas existem e estão por toda parte! Com tantos “dedos na ferida”, uma hora ou outra você irá se enquadrar na obra. O filme faz você pensar em si mesmo e analisar os seus erros pessoais, tanto dentro quanto fora dos relacionamentos. Pensar demais, fazer tudo calculado, tentar ficar se descobrindo, ficar revirando o baú… Quando na verdade, você só precisa viver e se arriscar um pouco.

Thais Vieira


3 – Manhattan

A história do longa-metragem está bem próxima do lugar comum dos outros filmes do cineasta: seu personagem principal é um reflexo de sua própria personalidade, uma continuação do que o público já conferiu anteriormente. Por um momento, talvez pela presença de Diane Keaton (que já teve um relacionamento com Allen), pode-se lembrar claramente de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e imaginar as conexões entre os dois filmes. Mas logo fica claro que, apesar das semelhanças, trata-se de um longa diferente. É fácil de reconhecer o estilo de Allen com o humor sarcástico e inteligente, as piadas que surgem na hora certa e nos fazem rir, e principalmente, na tendência de mostrar como a vida do personagem principal é uma tragédia.

Nathália Pandeló


4 – Meia-Noite em Paris

Meia-Noite em Paris é um filme gracioso. A obra é sobre um escritor (Owen Wilson) que descobre uma forma de parar em Paris dos anos 20, e assim tem oportunidade de encontrar seus maiores ídolos. Como na maioria dos trabalhos do diretor, o personagem principal é um alter-ego neurótico do próprio cineasta.

João Golin


5 – Vicky Cristina Barcelona

Como se não bastasse ter Scarlett Johansson como sua musa, Woody Allen incluiu Penélope Cruz e Rebecca Hall para o hárem do sortudo Javier Bardem, que se diverte mais do que uma criança visitando a Disney World pela primeira vez. Tudo isso, e mais o roteiro afiado, é o suficiente para transformar Vicky Cristina Barcelona em um dos trabalhos mais adorados do diretor e muito indicado para aqueles que ainda querem descobrir mais de sua carreira. Só não vá criando muita expectativa achando que todos os filmes são assim (com a sensualidade aflorada), porque não são.

Tullio Dias


6 – Tiros na Broadway

A comédia consegue reunir elementos que remetem à época e ao glamour da máfia italiana, algo que o roteirista e diretor satiriza. O filme é também um retrato bem humorado da indústria do entretenimento, que muitas vezes abre espaço para os desprovidos de talento e é habitada por divas e prima donnas.

Com tantos grandes atores, esta é uma comédia com excelentes interpretações. O destaque vai, é claro, para John Cusack, que fica cômico no papel do dramaturgo. Aos poucos, ele se vê quase que perdendo a cabeça, remetendo à neurose dos típicos personagens de Woody Allen. Wiest está também excelente como a controladora e convencida Helen. Há ainda todo o timing cômico que Jennifer Tilly traz para o longa, conseguindo ser muito competente no papel da superficial Olive, que tenta, mas não consegue ser uma atriz no mínimo decente.

Nathália Pandeló


7 – Hannah e Suas Irmãs

Mais uma daquelas obras primas simples, e no fim das contas belíssimas de Woody Allen, que não falam de nada, a não ser de nós mesmos, dos homens e mulheres que vivem loucos nas cidades (no caso sua amada Nova Iorque), e que, mesmo tendo que se preocupar com trabalho, família, realizações pessoais, e coisas do tipo, querem apenas ser felizes.

É a história de uma família atípica, e, por isto mesmo interessante, cada componente a seu modo: Hannah (Mia Farrow) é uma atriz casada com Elliot (Michel Caine), que por sua vez é apaixonado por sua cunhada Lee (Bárbara Hershey). Lee vive um casamento com Frederick, mas não consegue amá-lo mais como antes, e apenas o admira pela sua capacidade intelectual (em um dos quase monólogos de Frederick sobre a sociedade contemporânea, quando é questionado por Lee sobre a necessidade de tudo aquilo, ele lhe responde: “eu só estou tentando terminar a educação que comecei a te dar a 5 anos atrás!”, com ar de superioridade). A última irmã é Holly (Diane West), ex-viciada em crack e aspirante a atriz que, frustrada com os testes nos quais nunca passa, acaba criando um bufê para festas particulares. Por último temos Mickey (Woody Allen), ex-marido de Hannah. Ele é ateu até que, por ter quase sido diagnosticado com um tumor no cérebro (guardadas as devidas proporções, já que ele é hipocondríaco), descobre que deve haver um sentido para a vida, e que precisa, de alguma forma acreditar em Deus.

João Andrade


8 - Um Misterioso Assassinato em Manhattan

assassinatoWoody Allen teria se inspirado na série policial The Thin Manpara escrever o roteiro de Um Misterioso Assassinato em Manhattan, lançado em 1993. A obra marca a retomada da parceria com sua ex-companheira Diane Keaton, e conta a história de um casal que recebe um casal de idosos para tomar um café. No dia seguinte, a senhora morre após um ataque cardíaco e deixa o marido viúvo. Para a surpresa de todos, o velho não demonstra muita tristeza com a notícia, o que faz com que uma verdadeira teoria da conspiração seja imaginada pela mente criativa de um amigo dramaturgo do casal.

Tullio Dias


9 – Zelig

O argumento de que “todos os filmes de Woody Allen são iguais” não se aplica a Zelig. De fato, muitos dos filmes de Allen têm no personagem principal um ponto em comum, pois se trata de um reflexo da personalidade do próprio roteirista e diretor. No entanto, o cineasta nunca explorou seu alter ego de forma tão inusitada quanto em Zelig.

Sim, Allen é novamente o protagonista. Desta vez, interpreta Leonard Zelig, um “camaleão humano” – homem problemático que, devido ao desejo extremo de aprovação, desenvolve a estranha habilidade de se transformar e se adequar ao tipo de pessoas que o cercam. Em poucos segundos, ele se torna chinês, acima do peso ou um médico. O fenômeno atrai a atenção da mídia e da psiquiatra Eudora Fletcher (Mia Farrow), que se empenha para estudar o enigmático paciente e curá-lo.

Nathália Pandeló


10 – Crimes e Pecados

Crimes e Pecados é fantástico. É um filme que deixa certa sensação estranha no final, pois não se sabe ao certo o que o (sempre genial) diretor Woody Allen quis dizer: há esperança ou apenas uma visão niilista da realidade?

Alternando duas histórias – a do oftalmologista (Judah Rosenthal, vivido por Martin Landau) que se vê num impasse sobre como resolver o caso de adultério no qual se envolveu, e a do diretor de documentários nada reconhecidos (Cliff Stern, de Woody Allen) que se vê obrigado a filmar a vida do egocêntrico cunhado, enquanto se apaixona por uma das produtoras do projeto – Allen consegue falar de culpa, de amor, de religião, num jogo de morde e assopra que só um fã de Bergman conseguiria fazer. Os dois personagens que servem como pilares para a história têm de escolher: um pode se arriscar a ver sua família envolvida em um escândalo, ou pode tirar do caminho sua amante; o outro pode abrir mão do dinheiro que ganharia documentando a vida de uma pessoa que odeia, ou continuar fazendo seus filmes idealistas e nada lucrativos.

João Andrade


Bônus: Match Point

O filme tem uma história perfeita, sempre inclassificável, e com uma questão cuja resposta pode não ser das mais óbvias: “o que é melhor: ser bom, ou ter sorte?”. Essa é a pergunta que o angustiado protagonista Cris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers) se faz logo na cena inicial.

Ele tem um passado de sucesso no tênis, mas agora tem que se virar dando aulas a alunos iniciantes. Um desses alunos, Tom (Matthew Goode), se torna seu amigo, e Cris passa a frequentar as altas rodas da sociedade londrina, já que Tom é de uma família bem abastada. Sua irma Chloe (Emily Mortimer) se interessa por Cris, e os dois começam a ter um envolvimento. Até o momento em que Cris conhece Nola. O único problema de Nola é que ela é a Scarlett Johansson!!! E também que ela é noiva de Tom. O que acontece depois já é de se imaginar: Cris fica completamente atraído por Nola (quem não ficaria?!?!?), e a situação se mostra cada vez mais descontrolada. Cris toma atitudes, não muito convencionais, com o objetivo de manter tudo sob controle. Mas pode se arrepender muito delas…

João Andrade